UE aumenta importações de gás russo apesar da meta de independência energética

As importações de gás natural liquefeito (GNL) russo pela União Europeia atingiram, no primeiro trimestre de 2026, o nível mais elevado desde o início da guerra na Ucrânia, contrariando os objetivos de autonomia energética definidos por Bruxelas.

Segundo dados do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA), as compras de GNL russo cresceram 16% face ao mesmo período de 2025, totalizando 6,9 mil milhões de metros cúbicos. Em abril, o aumento continuou, com mais 17% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

França, Espanha e Bélgica lideraram as importações, com França a registar um recorde histórico em janeiro. Apesar disso, a Comissão Europeia mantém o plano de proibir totalmente as importações de gás russo até 2027.

Atualmente, a Noruega continua a ser o principal fornecedor de gás da UE, seguida dos Estados Unidos e da Rússia. No entanto, analistas alertam que a crescente dependência do GNL norte-americano poderá criar uma nova vulnerabilidade estratégica para a Europa.

O relatório sublinha ainda que as tensões no Médio Oriente e as dificuldades nas cadeias globais de abastecimento tornaram o gás russo uma opção difícil de substituir no curto prazo, sobretudo devido à proximidade geográfica e aos custos competitivos.

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