A Comissão Europeia decidiu avançar com a aplicação provisória do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul a partir de 1 de maio, apesar das controvérsias políticas e legais em torno do processo.
A medida permitirá a entrada em vigor imediata de cortes nos direitos aduaneiros, com o objetivo de facilitar o comércio e criar novas oportunidades para empresas europeias. O comissário do Comércio, Maroš Šefčovič, indicou que a prioridade passa por transformar o acordo em resultados concretos ao nível do crescimento económico e do emprego.
A decisão surge apesar de o Parlamento Europeu ter recorrido ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar a legalidade do acordo, o que suspendeu o processo de ratificação definitiva.
O entendimento abrange países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, criando uma zona de comércio livre com mais de 700 milhões de consumidores.
Apesar do apoio de vários Estados-membros, a iniciativa continua a enfrentar resistência, sobretudo de agricultores europeus, que temem o impacto da concorrência externa.