A Comissão Europeia negou estar a planear confiscar poupanças privadas para financiar investimentos em defesa, contrariando alegações falsas que circulam nas redes sociais.
A desinformação, que surgiu após a apresentação da proposta da nova União da Poupança e do Investimento (UPI), foi impulsionada por um artigo da agência estatal russa TASS e espalhou-se por plataformas como o X, TikTok e Facebook.
A proposta apresentada em março visa incentivar os europeus a canalizarem parte das suas poupanças para investimentos na economia da UE, em vez de as manterem em contas bancárias de baixo rendimento. Segundo a Comissão, o objetivo é beneficiar tanto os aforradores como as empresas, promovendo rendimentos mais elevados e facilitando o acesso ao capital.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e a comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, sublinharam que a UPI não implica qualquer acesso às contas privadas dos cidadãos, que continuam protegidas por legislação rigorosa.
O executivo europeu explicou ainda que a proposta se insere numa estratégia mais ampla para mobilizar investimento em setores estratégicos — como inovação, energia, indústria e defesa —, mas rejeitou qualquer intenção de “militarizar a UE” com fundos privados.
Para apoiar o setor da defesa, Bruxelas propôs uma flexibilização das regras fiscais e o recurso aos mercados de capitais, podendo emprestar até 150 mil milhões de euros aos Estados-membros.
Vários especialistas afirmaram que, embora o aumento da despesa possa gerar alguma pressão inflacionista, os cidadãos não terão de suportar custos diretos com o plano.