A União Europeia e o Reino Unido anunciaram um pacote conjunto de sanções contra pessoas e entidades acusadas de envolvimento em ciberataques atribuídos à Rússia, naquela que é a primeira ação coordenada deste tipo desde o Brexit. As medidas visam indivíduos ligados aos serviços de inteligência russos e grupos suspeitos de participarem em operações destinadas a desestabilizar países europeus.
Segundo Bruxelas e Londres, a Rússia tem intensificado a chamada guerra híbrida, recorrendo a ataques informáticos para obter informações sensíveis e comprometer infraestruturas críticas. Entre os países visados estão França, Alemanha, Polónia, Países Baixos, Finlândia, Áustria, Eslováquia, Roménia e Chipre. Em resposta, a Alemanha e a França convocaram os embaixadores russos para protestar contra estas ações, enquanto reforçam a cooperação europeia no combate às ameaças cibernéticas.
A União Europeia aplicou sanções a nove pessoas e quatro entidades, enquanto o Reino Unido acrescentou 24 nomes à sua lista de restrições, incluindo congelamento de bens e proibição de entrada nos respetivos territórios. As autoridades europeias acusam ainda elementos ligados ao FSB e ao GRU de conduzirem campanhas de espionagem e sabotagem contra instituições públicas, empresas e infraestruturas essenciais, reafirmando o compromisso de reforçar a segurança digital e responder de forma coordenada às ameaças à estabilidade europeia.