UE lança ofensiva tecnológica para reduzir dependência dos EUA e da China

A União Europeia apresentou um ambicioso pacote de soberania tecnológica destinado a reforçar a autonomia digital do bloco, reduzir a dependência de empresas norte-americanas e chinesas e impulsionar a inovação europeia. A estratégia aposta em áreas-chave como computação em nuvem, inteligência artificial, software de código aberto e produção de semicondutores.

Entre as principais medidas, destaca-se a criação de critérios de soberania digital para contratos públicos, privilegiando fornecedores europeus em setores sensíveis como defesa e saúde. Bruxelas pretende ainda fortalecer a indústria de chips, estimular a procura por tecnologia produzida na Europa e acelerar investimentos em infraestruturas digitais.

A iniciativa surge num contexto de crescente competição tecnológica global e de preocupações com a dependência estratégica de plataformas estrangeiras. Segundo a Comissão Europeia, o objetivo é garantir que a Europa desempenhe um papel de liderança na próxima geração de tecnologias, especialmente na área da inteligência artificial.

Apesar do forte investimento, especialistas alertam que desafios estruturais, como a fragmentação do mercado europeu, a escassez de capital e o atraso na construção de centros de dados, poderão dificultar os resultados pretendidos. Ainda assim, Bruxelas considera que a soberania tecnológica é essencial para reforçar a competitividade, a segurança e a autonomia estratégica da União Europeia até 2030.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

União Europeia aprova 21.º pacote de sanções para reforçar pressão sobre a Rússia

A União Europeia aprovou o 21.º pacote de...

0

Agência Europeia recomenda aprovação de 12 novos medicamentos e atualização de vacinas contra a COVID-19

O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP)...

0

BCE convida cidadãos a escolher o futuro desenho das notas de euro

O Banco Central Europeu (BCE) lançou uma consulta...

0