A União Europeia está a desenvolver um novo mecanismo destinado a acelerar a resposta dos Estados-membros perante sabotagens e outras ameaças híbridas. A iniciativa foi discutida pelos ministros dos Negócios Estrangeiros reunidos em Bruxelas.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que as informações disponíveis apontam para a preparação de novos atos de sabotagem por parte da Rússia. Segundo a responsável, estas operações procuram criar divisões dentro da Europa e enfraquecer o apoio à Ucrânia.
O futuro protocolo poderá ser ativado por qualquer Estado-membro perante incidentes que não constituam uma agressão militar direta, permitindo aos países coordenar rapidamente medidas de resposta. A discussão ganhou maior relevância após recentes episódios envolvendo o espaço aéreo europeu e outros alertas de segurança.
Os ministros deverão ainda analisar as capacidades de defesa da UE, incluindo sistemas antiaéreos e antimíssil, munições, forças terrestres e navais e tecnologia de drones, numa altura em que vários países defendem maior investimento e compras conjuntas de equipamento militar.