As greves dos controladores aéreos franceses, nos dias 3 e 4 de julho, provocaram o cancelamento de quase 3.000 voos e mais de 7.400 atrasos em toda a Europa, afetando mais de um milhão de passageiros e originando prejuízos estimados em 120 milhões de euros, segundo dados da Eurocontrol.
As companhias aéreas easyJet e Ryanair exigem agora uma resposta firme da União Europeia. A easyJet declarou-se “extremamente insatisfeita” com o impacto das paralisações, que custaram 15 milhões de libras (cerca de 17,3 milhões de euros) à companhia.
A Ryanair, por sua vez, classificou as greves como “recreativas” e acusou os controladores de procurarem “tempo livre”, pedindo reformas estruturais para garantir a continuidade dos voos que sobrevoam o espaço aéreo francês.
Dois sindicatos participaram na greve, exigindo melhores condições de trabalho, resolução da escassez de pessoal, renovação de equipamentos e o fim de práticas de controlo laboral consideradas abusivas.
A Airlines for Europe, principal associação de companhias aéreas da UE, alertou que França continua a ser um dos “elos mais fracos” do sistema de tráfego aéreo europeu.
Com mais de metade dos voos europeus a passarem por França, o setor teme novos episódios de caos durante o verão, agravados por greves, incêndios e elevada procura.