UE reforça proteção dos países candidatos contra interferência estrangeira

A União Europeia anunciou que passará a atuar de forma mais firme e preventiva na defesa dos países que aspiram à adesão ao bloco, sobretudo contra campanhas de desinformação e influência externa. A medida foi destacada pela comissária para o Alargamento, Marta Kos, antes da divulgação do relatório anual sobre os progressos dos países candidatos.

Kos explicou que 2025 marcou uma mudança de abordagem, com a mobilização direta de equipas e recursos para ajudar governos vulneráveis, como o da Moldova, a enfrentar tentativas de manipulação política e eleitoral. A intervenção europeia incluiu o envio de especialistas para apoiar o país, que enfrenta pressões vindas da Transnístria, território pró-russo.

A comissária admitiu que a UE aprendeu com falhas anteriores, nomeadamente com a saída do Reino Unido e com a instabilidade na Geórgia, onde a interferência externa não foi devidamente combatida. Agora, Bruxelas quer responder de forma coordenada e estratégica, transformando as narrativas de desinformação em instrumentos de defesa dos valores europeus.

O relatório da Comissão Europeia deverá elogiar os avanços da Moldova, do Montenegro e da Albânia, embora o processo de adesão da Ucrânia continue bloqueado por divergências internas.

Para Marta Kos, 2026 será um ano de maior desafio, em que a unidade política dos Estados-membros e a proteção contra ameaças externas serão determinantes para manter o ritmo do alargamento e consolidar a credibilidade da UE junto dos seus parceiros.

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