A Comissão Europeia apresentou esta semana duas novas estratégias para reforçar a resiliência da União em tempos de crise: uma centrada no armazenamento estratégico de bens essenciais e outra dedicada às contramedidas médicas. As propostas visam garantir o acesso rápido a medicamentos, alimentos, água e combustível durante situações de emergência como apagões, pandemias, catástrofes naturais ou conflitos armados.
A estratégia de reservas representa a primeira abordagem coordenada da UE nesta área e prevê a criação de uma rede europeia de armazenamento em parceria com os Estados-Membros. Entre as prioridades estão a eliminação de lacunas e duplicações nos stocks, a expansão das reservas existentes, o reforço da logística de transporte e o estímulo a parcerias civis-militares e internacionais.
Já a estratégia de contramedidas médicas foca no desenvolvimento e distribuição rápida de vacinas, antibióticos e tratamentos contra ameaças químicas, biológicas e nucleares. As medidas incluem ainda o reforço da vigilância, a aceleração da inovação, a produção em larga escala de medicamentos e a melhoria da distribuição e do acesso aos tratamentos em toda a União.