Os países da União Europeia afastaram a hipótese de uma adesão “invertida” da Ucrânia, proposta que permitiria a entrada formal no bloco antes do acesso pleno a benefícios como direito de voto, fundos europeus ou a Política Agrícola Comum.
A ideia previa que esses direitos fossem atribuídos gradualmente, à medida que Kiev cumprisse os critérios exigidos para a integração. No entanto, vários diplomatas europeus consideram que um modelo deste tipo poderia fragilizar o processo tradicional de adesão, baseado no cumprimento prévio de todas as condições.
Apesar da rejeição da proposta, os Estados-membros mantêm o apoio ao percurso europeu da Ucrânia e procuram outras formas de avançar com o processo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, tem defendido uma meta para a adesão, apontando 2027 como possível objetivo, embora a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tenha alertado que ainda não é possível fixar uma data concreta.