A Comissão Europeia apresentou o TraceMap, uma plataforma de inteligência artificial destinada a acelerar a deteção de fraudes alimentares, identificar alimentos contaminados e gerir surtos de doenças na União Europeia. A ferramenta já está disponível para as autoridades nacionais dos Estados-membros.
Segundo Olivér Várhelyi, comissário europeu para a Saúde e Bem-Estar Animal, o TraceMap permitirá melhor coordenação entre países e reforçará a proteção de agricultores e consumidores. A plataforma analisa dados dos sistemas agroalimentares em quase tempo real, monitorizando fluxos de produção e comércio, melhorando avaliações de risco e permitindo retiradas rápidas de produtos inseguros.
O TraceMap já foi testado durante recentes retiradas de leite em pó para bebé contaminado proveniente da China. Em 2024, as notificações do Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) aumentaram 12%, com países como Alemanha, Países Baixos e Itália a liderar os relatórios. Entre as doenças de origem alimentar mais frequentes estão campilobacteriose, salmonelose, infeção por STEC e listeriose, sendo esta última responsável pela maior proporção de hospitalizações e mortes na UE.