Os Estados-membros da União Europeia estão a discutir como responder a um eventual ataque híbrido capaz de provocar dezenas de mortes. As conversações analisam cenários envolvendo sabotagem, ciberataques e outras operações hostis que não correspondam diretamente a uma ofensiva militar convencional.
Entre as medidas em estudo estão o envio rápido de equipas de emergência, a disponibilização de financiamento europeu e a criação de uma estratégia comum de comunicação durante uma crise. Os recentes incidentes relacionados com drones e infraestruturas críticas aumentaram a preocupação entre responsáveis europeus.
As discussões também revelam divergências sobre a divisão de responsabilidades entre a UE e a NATO. Alguns países receiam que a criação de novos mecanismos europeus possa duplicar estruturas já existentes e atrasar decisões. Uma possível solução passaria por deixar a componente militar e de informações sobretudo à NATO, enquanto Bruxelas coordenaria a resposta civil.
A Comissão Europeia pretende reforçar os mecanismos de emergência e melhorar a coordenação entre os Estados-membros. Um dos principais desafios será determinar rapidamente a origem e a gravidade de um eventual ataque, sobretudo quando não for imediatamente possível identificar os responsáveis ou decidir se estão reunidas as condições para ativar mecanismos de assistência coletiva.