Segundo um documento emitido na semana passada, a União Europeia está a analisar opções para reforçar as forças de segurança interna do Líbano. Esta iniciativa tem, para já, como objetivo principal aliviar o Exército Libanês das responsabilidades de segurança interna para este se concentrar mais no desarmamento do Hezbollah. O documento em questão foi produzido pela equipa diplomática da UE e distribuído pelos 27 Estados-membros, apontando para o início do ano de 2026 a primeira missão dentro do Líbano, em coordenação com as autoridades Libanesas.
O envolvimento direto das equipas da UE destacadas para esta missão incluirá aconselhamento, formação e capacitação que contribuirão para gradualmente transferir certas tarefas de segurança nacional do Exército Libanês para as Forças de Segurança Interna, permitindo assim aos oficiais das forças armadas um foco maior na defesa militar do Líbano e acentuar o seu envolvimento no processo de desarmamento do Hezbollah.
Contudo, a UE salientou que as suas equipas não substituirão a FINUL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), cujo mandato terminará no final de 2026. Antes disso, prevê-se que o Secretário-geral da ONU apresente um plano de transição que identifique os possíveis riscos para a segurança e diplomacia para o Líbano e Israel devido à saída da FINUL da região.
Entretanto, está aprazada para o início desta semana uma reunião em Bruxelas entre altos funcionários da UE e oficiais Libaneses com o intuito de discutir os pontos essenciais do plano apresentado pela União Europeia relativamente à segurança interna do Líbano.
A publicação deste documento pela UE surge numa fase volátil do cessar-fogo (assinado entre o Líbano e Israel em Novembro de 2024) na qual Tel Aviv tem sugerido que poderá reiniciar a guerra contra o Hezbollah através de ataques devastadores em território Libanês.
João Sousa, correspondente para a e-Global a partir do sul do Líbano