A inflação na zona euro subiu para 1,9% em fevereiro de 2026, acima dos 1,7% registados em janeiro e do esperado pelos economistas, segundo estimativa rápida do Eurostat. A inflação subjacente, que exclui energia e alimentos, subiu para 2,4%. Estes números foram obtidos antes da escalada do conflito no Médio Oriente, que já está a pressionar os preços do petróleo e do gás.
Philip Lane, economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), alertou que uma guerra prolongada poderá elevar ainda mais a inflação e afetar o crescimento económico, dependendo da duração e da amplitude do conflito. O estreito de Ormuz, crucial para cerca de 20% do petróleo e gás globais, está parcialmente bloqueado, gerando riscos de oferta e aumento de preços.
O mercado europeu já reage: ações recuaram em toda a Europa, com o índice Euro STOXX 50 a cair 3,3%, o DAX 40 mais de 3%, e o euro a desvalorizar-se 0,8% face ao dólar, para cerca de 1,16 dólares. Especialistas avisam que, se a crise energética se prolongar, a inflação homóloga poderá ultrapassar os 2%, pressionando transportes, alimentação e políticas monetárias do BCE.