FMI defende consolidação orçamental, reformas da dívida e reforço da estabilidade financeira mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reafirmou a necessidade de reforçar a estabilidade macroeconómica e financeira mundial através de políticas económicas sólidas, cooperação multilateral e medidas que promovam um crescimento sustentável e abrangente. A instituição sublinha a urgência de corrigir vulnerabilidades orçamentais, controlar a dívida pública e reconstruir reservas financeiras, salvaguardando simultaneamente os grupos mais vulneráveis e os investimentos essenciais à produtividade.

O organismo destaca também a importância da independência dos bancos centrais para garantir a credibilidade da política monetária e manter as expectativas de inflação controladas. As decisões sobre taxas de juro e outras medidas deverão continuar a basear-se em dados económicos e a ser comunicadas de forma transparente. O FMI defende ainda o cumprimento das normas internacionais e o reforço da vigilância sobre os riscos financeiros, incluindo as ameaças relacionadas com a digitalização, a cibersegurança e a fraude digital.

No domínio da dívida soberana, o Fundo apela a melhorias nos processos de reestruturação, para que sejam mais previsíveis, rápidos, ordenados e coordenados. A instituição considera igualmente essencial aumentar a transparência da dívida, incluindo por parte dos credores privados, e apoiar países de baixo rendimento e economias vulneráveis, sobretudo Estados afectados por conflitos e pequenos Estados em desenvolvimento. Entre as prioridades estão a mobilização de recursos internos, a melhoria da governação e o acesso a financiamento para países com dívida sustentável e programas credíveis de reformas.

A declaração acolhe favoravelmente a agenda política da direcção do FMI e as reformas destinadas a reforçar a supervisão económica, a análise da dívida, a concessão de empréstimos e a assistência técnica aos países membros. O Fundo pretende também aprofundar a análise dos impactos macroeconómicos das tecnologias avançadas de inteligência artificial, promovendo a produtividade e a inovação, sem descurar os riscos associados. Paralelamente, os membros reafirmam o compromisso com um FMI forte, adequadamente financiado e baseado em quotas, e apelam à conclusão, sem novos atrasos, das aprovações internas relativas ao aumento de quotas previsto na 16.ª Revisão Geral de Quotas.

A instituição pretende ainda modernizar as suas operações, melhorar a gestão de riscos e reforçar as competências dos seus trabalhadores, promovendo simultaneamente uma maior representação regional e feminina nos cargos técnicos e de liderança. Os membros comprometeram-se a continuar a trabalhar em conjunto para reduzir desequilíbrios económicos excessivos, atenuar tensões comerciais e tornar as cadeias de abastecimento mais resilientes. A próxima reunião está prevista para Abril de 2027, em Washington, nos Estados Unidos.

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