FMI prevê crescimento global de 3,3% em 2026 apesar de riscos geopolíticos

O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia mundial cresça 3,3% em 2026, abrandando ligeiramente para 3,2% em 2027. As estimativas constam do relatório “Perspetiva Económica Mundial”, divulgado esta terça-feira, que aponta para um cenário de recuperação moderada, mas ainda marcado por incertezas globais.

Segundo o FMI, o crescimento será impulsionado sobretudo pelos mercados emergentes, que continuam a liderar o dinamismo económico global. Países como a Índia, a China e a Nigéria destacam-se com taxas de crescimento superiores à média mundial, enquanto a África Subsaariana deverá registar uma expansão de cerca de 4,6%, consolidando-se como uma das regiões mais dinâmicas.

Apesar das perspetivas positivas, o relatório alerta para vários riscos, incluindo tensões geopolíticas, inflação persistente — sobretudo no setor energético — e o impacto do aumento dos gastos militares. O FMI sublinha que estes fatores podem comprometer a estabilidade económica e agravar os desequilíbrios fiscais em várias economias.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, defende uma abordagem prudente por parte dos decisores políticos, apelando à manutenção da estabilidade monetária e à implementação de apoios direcionados às populações mais vulneráveis. A responsável destaca ainda a importância de reformas estruturais para reforçar a resiliência económica.

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