O Grupo de Diretores de Não Proliferação do G7 reafirmou esta semana, em Bruxelas, o compromisso de trabalhar por um mundo sem armas de destruição maciça, defendendo o desarmamento, a não proliferação e o controlo de armamentos como pilares essenciais da segurança internacional.
Os países do G7 sublinham a importância da cooperação multilateral e do cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), apelando a todos os Estados a aderirem e cumprirem integralmente as suas obrigações.
Na declaração conjunta, o G7 manifestou forte preocupação com os programas nucleares do Irão e da Coreia do Norte, exigindo que Teerão retome a cooperação plena com a Agência Internacional de Energia Atómica e que Pyongyang abandone de forma completa, verificável e irreversível todas as suas armas e mísseis balísticos. O grupo deixou claro que a RPDC nunca poderá ser reconhecida como Estado nuclear e apelou ao respeito das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Os ministros condenaram ainda a “guerra brutal da Rússia contra a Ucrânia”, reafirmando apoio à integridade territorial e soberania de Kiev, e criticaram a ajuda militar fornecida por países como a Coreia do Norte, o Irão e a China a Moscovo. O G7 defendeu também a necessidade de garantir a segurança nuclear na Ucrânia, com particular atenção à central de Zaporizhzhia, e sublinhou a urgência de alcançar uma paz justa e duradoura.
A declaração aborda igualmente desafios emergentes, incluindo o risco de militarização do espaço e o impacto de novas tecnologias como inteligência artificial, drones e biotecnologia. O G7 compromete-se a promover o uso responsável destas inovações e a reforçar mecanismos internacionais de controlo de exportações, com o objetivo de proteger a paz e a estabilidade globais.