Cientistas desenvolveram a simulação mais completa da Via Láctea, usando inteligência artificial para modelar 100 mil milhões de estrelas de forma mais rápida e precisa do que nunca.
A nova técnica combina modelos físicos tradicionais com IA treinada para prever o comportamento do gás após supernovas. Isto tornou possível acelerar os cálculos em mais de 100 vezes e manter detalhes ao nível de estrelas individuais — algo que as simulações anteriores não conseguiam.
Com este avanço, um milhão de anos de evolução galáctica pode ser simulado em menos de três horas, reduzindo de décadas para poucos meses o tempo necessário para modelar mil milhões de anos.
A equipa, liderada por Keiya Hirashima (RIKEN, Japão), afirma que este método híbrido poderá também transformar áreas como clima, meteorologia e modelação de buracos negros.
Para os investigadores, a IA aplicada à computação científica torna-se agora “uma ferramenta real de descoberta”.