IA poderá agravar desigualdades ou impulsionar o emprego feminino

O impacto da inteligência artificial (IA) nas mulheres no mercado de trabalho divide opiniões entre especialistas e instituições. Embora a tecnologia prometa eliminar tarefas repetitivas e aumentar a produtividade, há receios de que venha a reforçar desigualdades de género.

Segundo dados do Eurostat, em 2024, a taxa de emprego na União Europeia era de 80,8% para os homens e 70,8% para as mulheres, que continuam a ganhar cerca de 12% menos.
A OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) têm analisado de que forma a IA poderá alterar este cenário.

De acordo com a OCDE, homens e mulheres estão expostos de forma semelhante à automatização, mas as mulheres permanecem em minoria nas áreas mais tecnológicas, como engenharia e informática, e predominam em profissões administrativas, mais vulneráveis à substituição por IA.

Um estudo do BCE concluiu que, entre 2011 e 2019, o emprego feminino aumentou nos setores com maior exposição à IA.
A investigadora Stefania Albanesi, da Universidade de Miami, explicou que os níveis mais elevados de educação entre as mulheres têm ajudado a mitigar o impacto negativo da automação e a aproveitar as novas oportunidades.

Os relatórios da OCDE e do BCE sublinham que políticas de formação e inclusão serão decisivas para garantir que a IA se torne uma ferramenta de igualdade e não de exclusão no mundo laboral.

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