Investigadores da Universidade Estadual de Washington descobriram uma forma eficaz de bloquear a entrada do vírus da herpes nas células ao identificar um “interruptor” molecular essencial para a infecção. Com o apoio da inteligência artificial, simulações computacionais e testes laboratoriais, a equipa conseguiu alterar um único aminoácido numa proteína viral crítica, impedindo completamente o processo de fusão do vírus com a célula hospedeira.
O estudo, publicado na revista Nanoscale, centrou-se na proteína de fusão utilizada pelos vírus da herpes para invadir as células. Ao analisar milhares de interações moleculares possíveis, os cientistas recorreram a algoritmos de aprendizagem automática para identificar quais eram realmente determinantes no processo de infecção. Essa abordagem permitiu isolar rapidamente uma interação-chave que, até então, estaria escondida entre inúmeras outras menos relevantes.
Após a identificação dessa vulnerabilidade, testes em laboratório confirmaram que a mutação direcionada ao aminoácido crítico bloqueia totalmente a entrada viral. Segundo os investigadores, sem o apoio da inteligência artificial, o processo poderia ter levado anos, já que testar cada interação individualmente é demorado e complexo.
Apesar do avanço, os cientistas afirmam que ainda é necessário compreender melhor como essa pequena alteração molecular afeta a estrutura completa da proteína viral. A equipa continuará a usar simulações e aprendizagem de máquina para aprofundar esse conhecimento, abrindo caminho para o desenvolvimento de futuras terapias antivirais mais eficazes.