A noite de quinta-feira foi marcada por um ataque devastador pelas forças Israelitas na cidade de Jnata, no sul do Líbano, matando duas mulheres e causando mais de 20 feridos (incluindo crianças e bebés).
O ataque atingiu um prédio residencial de três andares, que sofreu danos consideráveis. Esta investida militar sucedeu dois dias após o assassínio de Taleb Abdallah, o líder da unidade Nasr do Hezbollah, considerado o oficial mais importante do grupo xiita a ser morto desde o início da guerra.
Esta semana foi também marcada por incêndios nas zonas fronteiriças entre o Líbano e Israel, que têm devastado diversas áreas agrícolas devido a operações militares mútuas envolvendo bombardeamentos e até o uso de catapultas com bolas de fogo arremessadas pelo exército israelita perto da fronteira.
Nos últimos dias, o Hezbollah tem demonstrado capacidade de disparar mísseis antiaéreos contra caças israelitas, revelando equipamento cada vez mais eficiente na defesa do território libanês contra as investidas de Israel. O grupo xiita tem também conseguido abater drones israelitas, fenómeno cada vez mais frequente nos últimos meses.
Por seu lado, Israel (que no dia 9 de Junho assistiu à demissão do seu Ministro do Gabinete de Guerra, Benny Gantz) tem sofrido recentemente pressões por parte dos EUA e França para acelerar o processo de paz em Gaza e consequentemente o fim das hostilidades bélicas com o Hezbollah, medidas rejeitadas pelo Ministro de Defesa israelita Yoav Gallant, que promete aumentar as operações militares contra o Líbano e possivelmente escalar o conflito para uma guerra total.
João Sousa, e-Global