Pelo menos 30 mísseis foram disparados pelo Hezbollah em direção a Kiryat Shmona, cidade israelita no norte junto à fronteira com o Líbano, 10 dos quais intercetados pela Cúpula de Ferro, na noite de terça-feira, lançando o pânico entre a população local. De acordo com Tel Aviv, não se registaram mortos ou feridos decorrentes destes ataques.
Entretanto, aviões militares israelitas sobrevoaram a baixa altitude as zonas do Vale de Bekka e o sul do Líbano e lançaram balões térmicos sobre áreas residenciais. Oficiais do Exército libanês alertaram as populações locais para o perigo destes balões poderem explodir ou criar incêndios.
Esta semana foi também marcada pela visita do emissário norte-americano Amos Hochstein a Beirute, que indicou que o Líbano ainda tem a opção de negociar a paz com Israel, embora o Hezbollah não tenha manifestado intenções de reduzir a escalada de violência militar, nomeadamente no sul. Ainda hoje, o grupo xiita lançou o aviso que haverá retaliações contra Israel, após os assassínios de três paramédicos do Hezbollah, ocorrido no início da semana.
Apesar de Washington tencionar impor um cessar-fogo de 6 semanas em Gaza para distribuir mais ajuda humanitária à população local e poder negociar a libertação dos reféns israelitas retidos pelo Hamas, a invasão do Líbano por Israel é uma séria possibilidade, especialmente se o conflito militar nas zonas fronteiriças continuar a intensificar-se.
João Sousa