Cerca de 20 mil marinheiros permanecem retidos no Golfo, no Médio Oriente, devido à escalada do conflito na região, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI). O alerta foi lançado numa reunião de emergência em Londres pelo secretário-geral da organização, Arsenio Dominguez, que advertiu para a gravidade da situação e apelou às companhias de navegação para evitarem zonas de risco.
Desde o início das hostilidades, a 28 de fevereiro, foram registados pelo menos 21 incidentes marítimos, incluindo 16 ataques e vários episódios suspeitos. Cerca de 3.200 embarcações encontram-se “confinadas” a oeste do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A OMI manifesta “profunda preocupação” com a segurança dos trabalhadores marítimos, bem como de operadores portuários e passageiros afetados.
O impacto da crise estende-se muito além da região, com efeitos na economia global e na segurança alimentar, sublinhou Arsenio Dominguez. Paralelamente, a Agência Internacional de Energia Atómica confirmou que um ataque à central nuclear iraniana de Bushehr não provocou danos nem vítimas, embora o diretor-geral Rafael Mariano Grossi tenha apelado à máxima contenção para evitar riscos nucleares.
Entretanto, no Líbano, a situação humanitária continua a deteriorar-se, com centenas de mortos e mais de um milhão de deslocados devido aos ataques aéreos e às ordens de evacuação. A Organização das Nações Unidas alerta para o agravamento do sofrimento das populações, com serviços essenciais interrompidos e um número crescente de crianças afetadas pelo conflito.