Companhias aéreas baixam preços apesar da guerra no Médio Oriente

Apesar da instabilidade no Médio Oriente e da subida dos custos do combustível, algumas companhias aéreas low-cost continuam a reduzir tarifas em várias rotas europeias. Empresas como Ryanair, Wizz Air e easyJet conseguiram manter preços mais baixos graças a contratos de cobertura de combustível, que permitem fixar custos durante determinados períodos.

Segundo especialistas do setor, esta estratégia ajuda as companhias a estimular a procura numa altura marcada por incerteza e receios relacionados com viagens internacionais. Em algumas rotas dentro da Europa, os preços chegaram mesmo a cair entre 10% e 30%.

No entanto, a situação é bem diferente nos voos de longo curso, sobretudo entre a Europa e a Ásia. O encerramento ou desvio de corredores aéreos próximos do Médio Oriente aumentou significativamente os custos operacionais e prolongou os tempos de viagem. Em várias ligações para destinos asiáticos, os preços dos bilhetes quase triplicaram nas últimas semanas.

Algumas transportadoras têm optado por rotas alternativas através de cidades como Istambul ou Cairo, enquanto outras reforçaram voos diretos para evitar escalas na região do Golfo. Ao mesmo tempo, várias companhias introduziram sobretaxas adicionais ou cancelaram parte das operações devido ao aumento das despesas.

Especialistas aconselham os passageiros a reservar bilhetes flexíveis, prever tempos maiores entre escalas e viajar com menos bagagem, já que os desvios e alterações de rotas estão a provocar maior pressão sobre aeroportos e sistemas de ligação internacionais.

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