A noite de domingo foi marcada pela notícia que informou que os ecrãs do aeroporto de Beirute foram hackeados por uma origem para já não confirmada, com uma mensagem claramente direcionada ao Secretário-Geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah. A mensagem, escrita em Árabe em exibição nos ecrãs, normalmente destinados a indicar informações de voos, dizia: “Em nome de Deus e do Povo, o Aeroporto Internacional de Beirute não é o aeroporto do Hezbollah ou do Irão. Hassan Nasrallah, você não terá defensores se o Líbano for arrastado para uma guerra pela qual você assumirá a responsabilidade e as consequências. Hezbollah não irá à guerra em nome de mais ninguém. Você explodiu o nosso porto (de Beirute) depois de traficar armas. Que o aeroporto seja libertado do jugo do miniestado (do Irão)”.
Diversos passageiros em circulação no aeroporto leram esta mensagem e fotografias dos ecrãs foram rapidamente divulgadas em várias redes sociais. Inicialmente, o ataque cibernético foi atribuído à organização de extrema-direita Jnoud el-Raab (Os Soldados de Deus), já que a mensagem continha o logo deste grupo, mas as acusações foram imediatamente rejeitadas pelo mesmo.
Há também suspeitas que o ataque tenha sido perpetrado pela Mossad com o objetivo de causar discórdia entre a população libanesa, parte da qual se opõe à presença do Hezbollah no país, mas não há confirmação que indique qualquer envolvimento da agência Israelita.
Em resposta ao incidente, o Ministro das Obras Públicas, Ali Hamiyeh anunciou que estão a ser efetuadas reuniões de emergência com a administração do aeroporto para solucionar o problema técnico e investigar a causa do ataque cibernético.
João Sousa