Escalada da guerra em Gaza agrava-se com ofensiva israelita e crise humanitária

O Estado-Maior israelita aprovou esta semana a estrutura principal de uma nova ofensiva em Gaza, com o objetivo de retomar o controlo da cidade de Gaza , após divergências internas com o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu. Nos últimos dias, os confrontos intensificaram-se, tendo as autoridades palestinianas registado mais de 120 mortos, enquanto milhares de civis enfrentam deslocamento forçado.

O cenário humanitário em Gaza deteriora-se rapidamente. Pelo menos 25 palestinianos foram mortos a tiro enquanto tentavam recolher ajuda humanitária, numa situação denunciada por organizações internacionais como inaceitável. A ONU e diversos países aliados exigem agora acesso total de equipas de socorro, alertando que a fome e a escassez de água podem provocar mais mortes evitáveis, sobretudo entre crianças.

Além da ofensiva militar, o Exército israelita revelou ter atacado um grupo que se fazia passar por elementos humanitários da World Central Kitchen, em Deir al‑Balah, matando cinco indivíduos. Este episódio reforça a tensão e o risco que a guerra representa para as equipas de ajuda no terreno, comprometendo a confiança na entrega de assistência.

O conflito continua a gerar preocupações internacionais. A estratégia israelita prevê a ocupação temporária de Gaza City e a criação de um “perímetro de segurança”, mas críticos alertam para o deslocamento massivo de cerca de um milhão de pessoas. Enquanto a ofensiva prossegue, cresce a pressão para negociações de cessar-fogo e para medidas que aliviem a crise humanitária.

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