As forças israelitas intensificaram esta segunda-feira, 24 de Agosto, as operações militares no sul do Líbano, com bombardeamentos aéreos, disparos de artilharia e demolições em várias localidades próximas da fronteira. Segundo informações divulgadas por agências de notícias, os ataques atingiram zonas junto às colinas de Ali al-Taher, à localidade de Al-Qusayr e à cidade de Mansouri, enquanto decorreram também operações de demolição em Haddatha e Houla.
O aumento da actividade militar ocorre numa região particularmente sensível, junto à Linha Azul, a demarcação estabelecida pelas Nações Unidas em 2000 para confirmar a retirada das forças israelitas do sul do Líbano. A zona é monitorizada pela Força Interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, que acompanha igualmente movimentos militares e eventuais violações da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.
De acordo com as informações disponíveis, a ofensiva incluiu a utilização de maquinaria pesada para demolir estruturas em localidades do sul do país, bem como ataques aéreos e disparos de artilharia. A nova escalada militar surge num contexto de persistente instabilidade na fronteira entre Israel e o Líbano, onde continuam a verificar-se operações e incidentes apesar dos esforços internacionais para evitar um agravamento do conflito.
A violência na região coincide com o agravamento da situação humanitária nos territórios palestinianos. Em Gaza, agências humanitárias relataram a morte de pelo menos duas pessoas e vários feridos após um ataque atingir uma tenda que acolhia famílias deslocadas em Deir al-Balah, aumentando o receio entre civis que continuam a procurar abrigo em plena zona de conflito.
Perante o agravamento da situação em Gaza e na Cisjordânia, a relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos nos territórios palestinianos, Francesca Albanese, voltou a alertar para a pressão crescente sobre a população civil e defendeu o envio urgente de uma força internacional de protecção. A responsável considera necessária uma intervenção concreta da comunidade internacional para proteger os civis e travar a escalada de violência que continua a afectar a região.