Guterres saúda cessar-fogo entre EUA e Irão, mas alerta para violência no Líbano

O secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, elogiou o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, após cerca de 40 dias de conflito com impactos globais. O acordo, mediado pelo Paquistão, é visto como um passo importante para reduzir a escalada de violência no Médio Oriente.

Num comunicado, Guterres destacou que os combates causaram um “número alarmante de vítimas civis” e destruição significativa de infraestruturas críticas, apelando ao cumprimento do direito internacional por todas as partes envolvidas. O líder da ONU considerou a trégua como um sinal encorajador rumo a uma possível paz duradoura.

Apesar do acordo, a situação no terreno continua instável, sobretudo no Líbano. Relatos indicam que ataques aéreos israelitas persistem no sul do país, com Israel a alegar que o território libanês não está abrangido pelo cessar-fogo. Já mediadores paquistaneses defendem que o entendimento deveria incluir essa região, onde continuam confrontos com o Hezbollah.

O impacto humanitário e económico da guerra é significativo. Segundo responsáveis das Nações Unidas, houve destruição de escolas, hospitais, estradas e pontes, enquanto o aumento dos preços de alimentos, combustíveis e medicamentos afetou milhões de pessoas, mesmo fora das zonas de combate.

A ONU alerta ainda para o colapso dos sistemas de saúde no Líbano e no Iraque, pressionados pelo elevado número de feridos e pela escassez de recursos. Guterres sublinhou que a manutenção do cessar-fogo é essencial para permitir avanços diplomáticos e evitar um agravamento da crise humanitária na região.

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