Na madrugada de sexta-feira, Tel Aviv foi atingida por um ataque de drone, que causou um morto, mais de uma dezena de feridos e danos materiais consideráveis na zona residencial afectada, onde está situada uma embaixada Norte-Americana.
Uma hora após o ataque, o grupo rebelde iemenita Houthi assumiu responsabilidade pela operação militar num comunicado nas redes sociais confirmando que o ataque visava precisamente a cidade israelita.
Antes do comunicado, houve especulações sobre a origem da ofensiva, incluindo suspeitas de que o Hezbollah, a partir do Líbano, estaria por detrás do ataque (nomeadamente após escaladas militares recentes entre o grupo xiita e Israel nas zonas fronteiriças), criando sérias consternações entre a população libanesa de que uma guerra total poderia tornar-se realidade como consequência do sucedido.
O ataque de sexta-feira por parte dos Houthis (alegadamente feito a partir do Mar Mediterrâneo) foi inédito, sendo a primeira vez que Tel Aviv é directamente atingida com sucesso, apesar do grupo rebelde iemenita tenha atacado diversos alvos associados a Israel desde o início da guerra. O tipo de drone usado nesta operação, chamado ‘Jaffa’, é de origem iraniana – mas modificado pelos Houthis com o intuito de ter mais alcance – e tem capacidades de voar sem ser detetado pelos sistemas de defesa israelitas.
Os Houthis aproveitaram o rescaldo deste ataque para salientar que a partir de agora, Tel Aviv será um alvo regular nas suas operações contra o estado israelita, em solidariedade com a causa Palestiniana (especialmente em Gaza) e em coordenação com os grupos Hezbollah e Hamas, associados ao regime de Teerão.
As autoridades israelitas têm efectuado investigações meticulosas e tentado identificar as falhas de segurança que permitiram a infiltração no respectivo espaço aéreo por parte do drone iemenita.
Para já, tanto o Irão como o governo israelita não publicaram comunicados oficiais sobre o ataque em Tel Aviv, embora o Conselho de Segurança Nacional Norte-Americano tenha condenado a operação dos Houthis e alertado para uma possível escalada considerável na guerra regional.
João Sousa, e-Global