Irão: choque energético mantém BCE em alerta, mas Lagarde afasta cenário de 2022

A guerra no Irão, iniciada com ataques conjuntos dos EUA e Israel, provocou alta nos preços do petróleo e gás, devido ao quase bloqueio do Estreito de Ormuz e ataques a infraestruturas energéticas no Golfo.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a instituição não ficará “paralisada pela hesitação” e dispõe de um conjunto faseado de opções de resposta. A inflação na zona euro está próxima da meta de 2% e a economia é considerada sólida, o que coloca o bloco melhor preparado para lidar com o choque energético do que em 2022, após a invasão da Rússia à Ucrânia.

Lagarde destacou que o BCE só atuará quando tiver informações suficientes sobre a dimensão e persistência do choque, mantendo o compromisso de alcançar a meta de inflação a médio prazo. Na última reunião, as taxas de juro foram mantidas estáveis, mas analistas antecipam possíveis aumentos já no próximo mês para conter a pressão sobre os preços ao consumidor.

A presidente sublinhou que o atual choque é mais moderado que o de 2022, quando a redução abrupta do gás russo e problemas nas cadeias de abastecimento pós-pandemia levaram a uma inflação elevada. Hoje, a situação é mais “benigna”, com bases económicas mais sólidas e inflação controlada.

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