O chefe do poder judiciário do Irão, Gholamhossein Mohseni-Eje’i, prometeu neste domingo, 25 de janeiro, que vai realizar julgamentos “o mais rapidamente possível” contra os manifestantes detidos durante os protestos antigovernamentais e punir os culpados “sem a mínima misericórdia”.
“A justiça envolve julgar e punir sem a mínima misericórdia os criminosos que pegaram em armas e mataram pessoas ou propagaram incêndios, destruição e massacres”, disse, citado pela agência Mizan, órgão do poder judiciário.
A garantia foi dada poucos dias depois de o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ter voltado a sugerir que o seu país poderá lançar uma intervenção militar contra o Irão se este executar manifestantes.
Terão morrido, até ao momento, mais de 5.000 manifestantes, de acordo com a organização não governamental Human Rights Activists News Agency (HRANA), que indica ainda que o número de detenções situa-se nas 40.887 pessoas, incluindo 325 crianças.
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na passada sexta-feira, 23 de janeiro, uma resolução a criticar “a repressão violenta de manifestantes pacíficos que resultou na morte de milhares de pessoas” e a requerer uma investigação urgente sobre a repressão governamental sentida no Irão desde os protestos governamentais iniciados a 28 de dezembro.