Este sábado, Israel efectuou duas ofensivas militares significativas contra o Iémen e o Líbano, como resposta ao ataque de drone por parte do grupo rebelde Houthi em Tel Aviv, que causou a morte de um civil israelita.
O primeiro ataque foi realizado no porto marítimo de Hodeida, no Iémen, controlado pelos Houthis, com caças militares Israelitas F-15 e F-35 cujos bombardeamentos causaram danos devastadores nas instalações portuárias e dezenas de mortos.
Segundo as autoridades israelitas, o objectivo principal desta operação, entretanto condenada pelo governo Sírio, visou neutralizar instalações de refinação de petróleo e afectar o transporte de armamento iraniano para o Iémen. Porém, esta ofensiva militar poderá acentuar ainda mais a crise humanitária no Iémen, cuja população civil depende das infraestruturas do porto de Hodeida para abastecimento de combustível e de alimentos.
Na frente libanesa, Israel bombardeou também um depósito de armas do Hezbollah em Adloun, cidade costeira no sul do Líbano entre Saida e Tyre, no sábado à noite, despoletando uma série de explosões fortemente ouvidas e sentidas na região. Como medida de segurança, o exército libanês encerrou a autoestrada do Sul durante algumas horas.
Entretanto, o Hezbollah informou que um dos seus combatentes, Mustafa Hassan Fawaz, foi morto durante o ataque em Adloun. O grupo xiita afirmou ainda que estas acções recentes por parte das forças militares israelitas constituem um sério capítulo que poderá resultar em consequências muito graves, numa guerra que conta com mais de 400 mortos no Líbano, na sua maioria oficiais do Hezbollah.
João Sousa, e-Global