Israel faz o maior número de ataques aéreos contra o Líbano desde o cessar-fogo

Segundo o mais recente relatório da ONG Conselho Norueguês para os Refugiados (CNR), Janeiro foi o mês em que se registou o número mais elevado de bombardeamentos Israelitas desde o início do cessar-fogo, em Novembro de 2024, alcançando um total de 50 ataques aéreos (o dobro registado no mês anterior). A organização, que opera em diversos países, informou que esta escalada representa um aumento “claro e perigoso” nas agressões Israelitas contra o Estado Libanês.

De acordo com Maureen Philippon, a diretora do CNR no Líbano, “estes ataques – bem como as inúmeras incursões terrestres que continuam a ocorrer longe das câmaras – fizeram com que o acordo de cessar-fogo se tornasse pouco mais do que tinta no papel”. Philippon acrescentou ainda que “os bombardeamentos Israelitas também prejudicam os esforços de reconstrução à escala e ao ritmo necessários para o Líbano, deixando ainda mais famílias sem casa durante este Inverno”. Segundo Philippon, as próprias agências de ajuda humanitária têm estado a lidar, com consideráveis dificuldades, com as consequências da guerra devastadora entre Israel e o Hezbollah, que “deixou o Líbano em ruínas”. O CNR fez através deste relatório um apelo aos aliados de Israel para que “façam tudo o que estiver ao seu alcance para impedir estes ataques contra áreas e aldeias civis”.

O relatório, que não incluiu dados referentes aos ataques aéreos quase diários por parte de drones Israelitas, realçou o impacto destes bombardeamentos nas famílias e crianças, não apenas no sul do Líbano mas também na região Este do Vale do Bekaa. Philippon informou que uma das escolas que o CNR ajudou a reparar no oeste do Bekaa foi “novamente danificada após um ataque recente nas proximidades” provocando mais um período de interrupção da educação para as crianças. “Este ciclo vicioso tem de acabar” , acrescentou Philippon.

Desde o início do cessar-fogo, Israel matou mais de 400 pessoas no Líbano, entre mais de 10 mil violações diplomáticas.

João Sousa, correspondente para a e-Global a partir do sul do Líbano

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