O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deslocou-se este domingo aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente Donald Trump, numa tentativa de avançar nas negociações para um cessar-fogo na guerra em Gaza.
Segundo fontes oficiais, Israel já deu o seu acordo a uma proposta de trégua de 60 dias apresentada pelos EUA, enquanto o Hamas manifestou uma resposta positiva, embora ainda faltem acertar alguns detalhes.
O acordo contempla a libertação gradual dos reféns detidos pelo Hamas, uma retirada parcial das forças israelitas para áreas definidas nas fronteiras de Gaza com Israel e o Egito, bem como o aumento da entrada de ajuda humanitária no território palestiniano.
Netanyahu destacou o apoio norte-americano, afirmando que nunca teve um aliado tão firme na Casa Branca. Reafirmou ainda o compromisso de recuperar os reféns, referindo que cerca de 20 permanecem vivos, enquanto outros 30 perderam a vida durante o conflito.
A proposta prevê a entrega de 10 reféns vivos e 18 corpos por parte do Hamas, em troca da libertação de prisioneiros palestinianos detidos por Israel — número que ainda está a ser negociado.
A ajuda humanitária será distribuída por organizações internacionais, como as Nações Unidas e o Crescente Vermelho Palestiniano.
Embora o cessar-fogo proposto não ponha fim de forma definitiva à guerra, está previsto que as negociações para um acordo permanente se iniciem durante os primeiros 60 dias da trégua. Para garantir a confiança do Hamas, Trump assegurou pessoalmente que Israel respeitará a suspensão das operações militares — uma tentativa de evitar o colapso do acordo, como já aconteceu anteriormente.
Entretanto, uma equipa israelita encontra-se no Qatar para discutir os pormenores do acordo de troca de reféns com representantes do Hamas, num contexto de intensa diplomacia internacional que procura estabilizar a região.