Israel lançou um ataque aéreo em Doha, capital do Qatar, visando a liderança do Hamas — incluindo o principal negociador Khalil al-Hayya — precisamente enquanto decorriam conversações sobre um cessar-fogo em Gaza. Testemunhas relataram explosões seguidas da emergência de nuvens de fumo negro na área próxima de uma estação serviço Legtifya e um complexo residencial sob proteção dos guardas emiratis.
Segundo fontes oficiais israelitas, a ação utilizou munições de precisão contra membros do Hamas responsabilizados pelos ataques de 7 de outubro e por continuarem a dirigir operações hostis. O ataque foi condenado pelo Governo do Qatar como um ato covarde que viola o direito internacional e ameaça a medição diplomática que o país tem mantido.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, classificou o ataque como uma “violação flagrante da soberania e integridade territorial do Qatar” e destacou o papel essencial do país como mediador nas negociações humanitárias.
Este ataque representa uma escalada significativa no conflito regional, colocando em risco os esforços de paz e pondo em causa a estabilidade diplomática no Golfo.