O primeiro-ministro Jordano, Jafar Hassan, reuniu-se na semana passada com o Primeiro-ministro Libanês Nawaf Salam em Beirute para participar na oitava sessão da Comissão Conjunta Superior Líbano-Jordânia, realizada no Palácio Real de Serail. A sessão resultou na assinatura de 21 acordos e memorandos de entendimento.
Segundo Hassan, a Jordânia “continuará a apoiar o Líbano”, rematando que “vamos desenvolver as nossas relações, e o próximo período vai assistir a uma maior cooperação institucional”.
Os acordos assinados entre os dois países abrangem uma série de setores e envolvem pelo menos 14 ministérios de ambos os países, acrescentando que a Jordânia procura “duplicar” o seu comércio com o Líbano “nos próximos meses”, segundo Hassan. O Primeiro-ministro Jordano afirmou ainda que o seu governo saúda os esforços do executivo Libanês, que está a agir de forma diligente, apesar dos muitos desafios que o país enfrenta.
A assinatura destes acordos já tinha sido anunciada dias antes pelo Ministro da Economia, Amer Bisat, durante uma reunião da comissão que contou com a presença de Ya’roub al-Qoudah, o Ministro da Indústria, Comércio e Abastecimento da Jordânia. Segundo Bsat, o Líbano procura restaurar a “estabilidade financeira e económica e estimular o investimento”, acrescentando que “a proximidade geográfica e a posição consolidada da Jordânia fazem dela um parceiro económico estratégico”.
O comércio bilateral entre os dois países ronda os 200 milhões de dólares anuais, observou Bsat, com as exportações Jordanas a constituírem “um pilar fundamental” do mercado Libanês, enquanto os produtos alimentares e agrícolas Libaneses mantêm uma forte presença na Jordânia.
Estes acordos poderão aliviar o Líbano em várias frentes, nomeadamente tendo em conta que o país enfrenta a sua pior crise sócio-económica nas últimas décadas – crise que inclui a queda da moeda nacional, perdas bancárias superiores a 72 mil milhões de dólares, 44% da população a viver no limiar da pobreza, mais de 1 milhão de refugiados Sírios, mais de 100 mil pessoas internamente deslocadas e as agressões militares por parte de Israel.
João Sousa, correspondente para a e-Global a partir de Beirute