Os confrontos entre o Hezbollah e Israel intensificaram-se nas últimas 24 horas, com pelo menos 49 pessoas mortas em resultado de ataques israelitas, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês. O número total de vítimas desde o início da nova fase do conflito, no início de março, ultrapassa já as mil, incluindo dezenas de crianças.
No plano militar, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão das operações no sul do Líbano, numa resposta direta ao lançamento contínuo de mísseis por parte do Hezbollah. A estratégia inclui o alargamento da chamada “zona de segurança” junto à fronteira, numa tentativa de conter os ataques e reforçar o controlo territorial.
Entretanto, a situação política também se agravou. O governo libanês ordenou a expulsão do embaixador do Irão, acusado de interferência nos assuntos internos, mas o diplomata recusou sair do país, contando com o apoio do Hezbollah. Este impasse reflete as tensões crescentes entre Beirute e Teerão, num contexto de forte envolvimento iraniano no conflito.
A nível humanitário, o cenário continua a deteriorar-se rapidamente. Os bombardeamentos persistentes e a intensificação das operações terrestres estão a provocar novos deslocamentos de civis, numa crise que já forçou centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas. A comunidade internacional mantém-se em alerta, temendo uma escalada ainda maior nas próximas horas.