As Nações Unidas estão a estudar diferentes cenários para manter uma presença no Líbano após a saída da Força Interina da ONU no Líbano (FINUL), cujo mandato termina em dezembro de 2026. A informação foi avançada pelo responsável das operações de manutenção de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, em conferência de imprensa em Genebra.
Segundo o responsável, o Conselho de Segurança pediu formalmente a elaboração de opções para uma eventual missão pós-FINUL, de forma a evitar um vazio de segurança nas zonas fronteiriças entre o Líbano e Israel. As recomendações deverão ser apresentadas até junho de 2026.
A FINUL está presente no Líbano desde 1978 e tem atualmente cerca de 7.500 militares de 47 países, desempenhando funções de vigilância e estabilização ao longo da Linha Azul. O seu futuro está agora em discussão, incluindo a possibilidade de uma missão diferente, mais focada em observação, apoio às forças libanesas e ações de desminagem.
As autoridades libanesas manifestaram interesse em manter algum tipo de presença da ONU, embora não necessariamente com o mesmo formato atual. No entanto, a organização alerta para desafios importantes, incluindo limitações da capacidade do exército libanês e a necessidade de cooperação regional para garantir estabilidade duradoura.
A ONU sublinha ainda que qualquer solução sustentável no Líbano terá de passar por um acordo político envolvendo todas as partes, incluindo Israel, e não apenas por meios militares. Ao mesmo tempo, alerta para um ambiente cada vez mais perigoso para os capacetes azuis e para constrangimentos financeiros que já estão a afetar várias missões de paz no terreno.