Líbano: Sistema de saúde à beira do colapso após onda de bombardeamentos

O sistema de saúde no Líbano encontra-se à beira do colapso após uma vaga de bombardeamentos israelitas que provocou mais de 200 mortos e cerca de mil feridos num único dia. Os ataques ocorreram poucas horas depois do anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, agravando drasticamente a já frágil situação humanitária no país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a intensidade e rapidez dos ataques colocaram uma pressão insustentável sobre os hospitais libaneses. O representante da OMS no país descreveu o dia como “um dos mais mortíferos” desde o início da atual escalada de violência, com múltiplas explosões a atingirem zonas densamente povoadas, incluindo a capital, Beirute.

As unidades hospitalares estão sobrelotadas, com serviços de urgência e traumatologia a operar muito acima da capacidade. A escassez de medicamentos, equipamentos e pessoal médico agrava ainda mais a crise. Segundo relatos no terreno, continuam a chegar aos hospitais cadáveres e partes de corpos não identificados, evidenciando a dimensão da destruição.

A situação é agravada pelos ataques diretos a infraestruturas de saúde e pelo elevado número de profissionais afetados. Desde o início da escalada, dezenas de trabalhadores de saúde perderam a vida e muitos outros ficaram feridos, comprometendo seriamente a capacidade de resposta. Em muitos casos, estes profissionais já se encontravam deslocados devido ao conflito.

Perante este cenário, a OMS lançou um apelo urgente à comunidade internacional para reforçar o apoio humanitário. A organização alerta que os recursos disponíveis estão a esgotar-se rapidamente e que, sem financiamento adicional e melhores condições logísticas para a entrega de ajuda, as operações de salvamento poderão ficar em risco nos próximos dias.

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