Esta segunda-feira, o Irão efetuou uma retaliação contra o ataque orquestrado por Donald Trump no sábado, quando três bases nucleares foram bombardeadas em território iraniano, escalando a guerra entre Teerão e Tel Aviv para níveis sem precedentes.
A operação iraniana consistiu no disparo de mísseis à base militar dos EUA em Al-Udeid, no Qatar, que tem o maior contingente de tropas norte-americanas no Médio Oriente, cerca de 10 mil soldados.
Os mísseis iranianos e os projéteis interceptores do Qatar encheram o céu na região e foram avistados por milhares de pessoas a partir as suas casas. Várias explosões decorrentes das interseções foram também sentidas perto de Doha. Segundo os oficiais do Qatar, todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso, e o incidente não causou mortos ou feridos, já que os milhares de soldados norte-americanos na base de Al-Udeid tinham recebido sinalização prévia para buscar refúgio nos abrigos nas suas instalações militares.
Entretanto, o Qatar anunciou o encerramento do seu espaço aéreo e condenou a operação Iraniana, considerando-a uma invasão ilegal do seu território soberano, realçando ainda o direito de retaliar contra o Irão.
Por sua vez, Donald Trump, que esteve na base no Qatar no mês passado, tem estado em reuniões com o Secretário da Defesa, Pete Hegseth e o Chefe do Estado-Maior Conjunto, o General Dan Caine na Sala de Situação da Casa Branca para monitorizar o conflito no Médio Oriente e possivelmente para equacionar uma resposta contra o Irão.
João Sousa, a partir do Líbano para a a e-Global