De acordo com a organização Human Rights Watch (HRW), a companhia META, responsável por plataformas como o Facebook e o Instagram, tem sistematicamente usado censura contra contas e utilizadores que colocam conteúdo pro-Palestina.
A HRW analisou mais de 1.000 casos de censura online em mais de 60 países e, em centenas de casos reportados, os utilizadores foram incapazes de ter as restrições removidas ou restabelecer o respetivo conteúdo original.
Apesar deste não ser um fenómeno recente (a HRW já tinha efetuado uma investigação sobre liberdade de expressão nas redes sociais em 2021), esta censura tem-se intensificado desde o dia 7 de Outubro deste ano, aquando do ataque do Hamas em solo Israelita e os acontecimentos decorrentes das investidas militares de Israel contra civis em Gaza, que já contam com mais de 20.000 mortes. Desde então, a META tem removido conteúdo pro-Palestina, suspendido contas e limitado opções como Instagram Live para os utilizadores mais vocais sobre o conflito.
A HRW realçou a necessidade urgente da META rever a sua postura relativamente à conteúdo em apoio aos Palestinianos. Em resposta, a META citou a sua responsabilidade em matéria de direitos humanos como uma das suas “medidas imediatas de resposta a crises”,especialmente desde 7 de outubro.
João Sousa