O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou “profunda preocupação” com a recente vaga de violência em Gaza e na Cisjordânia, denunciando um padrão de “total desprezo pelas vidas palestinianas”. Em apenas um dia, 15 de março, pelo menos 13 pessoas foram mortas por forças israelitas, incluindo várias crianças, segundo dados da ONU.
Entre os incidentes, um ataque aéreo em Gaza atingiu uma habitação na zona de Az Zuwaida, matando um homem, a sua mulher grávida e o filho de dez anos. No mesmo dia, um ataque com drone na mesma área causou a morte de oito agentes policiais palestinianos. Já na Cisjordânia, uma família foi morta a tiro dentro de um veículo, incluindo duas crianças de cinco e seis anos, uma das quais com deficiência.
De acordo com a ONU, estes episódios elevam para 663 o número de palestinianos mortos por fogo israelita desde o início da trégua em outubro de 2025. No total, desde outubro de 2023, mais de 1.000 palestinianos terão sido mortos na Cisjordânia, incluindo centenas de menores, num contexto de escalada da violência envolvendo forças israelitas e colonos armados.
O responsável do organismo da ONU para os territórios palestinianos, Ajith Sunghay, alertou que a impunidade está a alimentar novos ciclos de violência, deslocação forçada e sofrimento. A organização defende que a responsabilização por violações de direitos humanos é essencial para travar o agravamento da situação no território ocupado.