O secretário-geral das Nações Unidas apelou à libertação imediata e incondicional de 59 funcionários da ONU, de agências parceiras e de organizações humanitárias detidos no Iémen pelas autoridades houthis. A mensagem foi transmitida durante uma sessão do Conselho de Segurança dedicada à situação no país, realizada após a visita de António Guterres à região, incluindo a Arábia Saudita e o Omã.
Guterres condenou com veemência as detenções arbitrárias e alertou para o agravamento do ambiente operacional em áreas controladas pelos houthis, classificando-o como insustentável para o trabalho humanitário. Revelou ainda que três funcionários da ONU foram encaminhados para um tribunal criminal especial, exigindo a reversão da decisão e a retirada de todas as acusações relacionadas com o exercício das suas funções oficiais.
Segundo o secretário-geral, ações unilaterais não conduzem à paz e podem aprofundar divisões, endurecer posições e aumentar o risco de uma escalada do conflito, com impactos graves na segurança regional, incluindo no Mar Vermelho, no Golfo de Áden e no Corno de África. Reiterou que as Nações Unidas e os seus parceiros nunca devem ser alvo de detenções ou ataques no exercício das suas missões.
O líder da ONU defendeu uma solução política sustentável e negociada para o Iémen, que preserve a soberania e a integridade territorial do país, apelando ao diálogo e à contenção por parte de todos os intervenientes. Sublinhou ainda a urgência de garantir acesso humanitário sem restrições, num contexto em que milhões de iemenitas continuam a necessitar de assistência e milhões permanecem deslocados devido ao conflito.