O Conselho de Segurança das Nações Unidas ouviu esta semana que a implementação de um plano apoiado pelos Estados Unidos é essencial para a recuperação da Faixa de Gaza, num contexto de crescente tensão no Médio Oriente. A avaliação foi feita por Nickolay Mladenov, durante a sua primeira intervenção no órgão enquanto representante da administração transitória para o território.
Segundo o responsável, o cessar-fogo entre Hamas e Israel, alcançado em outubro passado, mantém-se em vigor apesar de vários desafios. A primeira fase do plano de 20 pontos já foi, em grande parte, concluída, incluindo a criação de um comité provisório para a administração de Gaza, com vista a preparar uma futura governação pela Autoridade Palestiniana.
O plano prevê ainda a desmobilização de grupos armados e a retirada progressiva de forças militares, num processo acompanhado por países como Indonésia, Marrocos e Turquia. Mladenov sublinhou que este processo é fundamental para garantir a reconstrução do território e abrir caminho à autodeterminação do povo palestiniano.
Apesar dos avanços, a situação no terreno continua crítica. Cerca de 1,4 milhões de pessoas permanecem deslocadas em Gaza, vivendo em condições precárias. A ONU alertou também para o aumento da atividade de colonatos israelitas na Cisjordânia, reforçando a necessidade de um compromisso efetivo de todas as partes para garantir a paz e uma solução de dois Estados.