De acordo com Michel Helou, Secretário-Geral do partido National Bloc, a crise demográfica atual poderá significar uma redução drástica na população libanesa. Segundo as estatísticas apresentadas num discurso recente, Helou realçou que há uma média de 60 mil emigrantes libaneses a sair do país anualmente (para destinos como o Brasil, França, Arábia Saudita e Portugal) e que, se esta tendência migratória continuar, a população libanesa poderá passar de 4 milhões para 2,5 milhões, no espaço de 15 anos.
Este número significativo de emigrantes consolidou-se desde a crise económica e o início da queda do valor da libra libanesa em 2019. Episódios marcantes como a explosão do porto de Beirute, em 2020, os tiroteios em Tayoneh, em 2021 e o início da guerra com Israel no sul do Líbano, em 2023, têm motivado cada vez mais cidadãos libaneses a sair do país.
Helou concluiu o discurso salientando que a emigração libanesa não é o único elemento a afetar a demografia nacional, apontando também o crescimento populacional dos refugiados sírios em solo libanês, estimados em quase 1,5 milhões de pessoas. De acordo com o líder do National Bloc, o número de refugiados sírios poderá ultrapassar a população libanesa, em menos de 20 anos.
Segundo Helou, esta crise só poderá ser solucionada através do restabelecimento da confiança na economia, criação de novos postos de trabalho, apoio financeiro a novas famílias e incentivos aos jovens da diáspora a regressar ao Líbano.