Queda de Assad traz esperança a famílias de desaparecidos libaneses

As ofensivas dos rebeldes Sírios liderados pela organização Tahir al-Sham (HTS) iniciadas no dia 27 de Novembro, que proporcionaram a conquista de vários pontos estratégicos na Síria e precipitaram a fuga do presidente Bashar al-Assad e o colapso do respectivo regime, criaram também ondas de esperança entre o povo Libanês.

Os rebeldes, à medida que foram avançando e conquistando território outrora controlado pelas forças de Assad, fizeram questão de libertar milhares de prisioneiros que se encontravam detidos desde há anos em cadeias, incluindo a prisão militar de Sednaya, conhecida como o ‘Matadouro Humano’, onde foram torturadas e executadas dezenas de milhares de pessoas ao longo de mais de 4 décadas.

Muitas das prisões libertadas pelos rebeldes tinham não só prisioneiros Sírios mas também Libaneses.

Um destes prisioneiros é Ali Hassan al-Ali, que após 40 anos de cativeiro, foi libertado pelos rebeldes no fim da semana passada. Al-Ali encontrava-se numa prisão em Hama antes da sua libertação, contrariando a teoria sustentada pelos governos Sírios e Libaneses ao longo de décadas de que não havia prisioneiros Libaneses nas prisões dos Assad (Hafez e mais tarde o filho Bashar).

A história de al-Ali tornou-se viral nas redes sociais e criou ondas de esperança para as famílias de cerca de 700 Libaneses que poderão ser em breve localizados, caso ainda estejam vivos.

De acordo com o Primeiro-Ministro Najib Mikati, será fundamental usar todos os recursos disponíveis para resolver a libertação destes prisioneiros e o retorno à respectiva nação.

João Sousa, e-Global

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