Um sismo, com origem perto de Hama, cidade na região centro-oeste da Síria, teve lugar na noite de segunda-feira e foi sentido em vários países como a Jordânia, Chipre, Líbano e Israel. Inicialmente, a magnitude tinha sido avaliada em 5.46, porém o Centro Alemão de Investigação em Geociências reavaliou a intensidade e concluiu que a magnitude foi de 4.8 na escala de Richter.
Apesar do sismo de segunda-feira não ter tido os efeitos devastadores dos dois terramotos ocorridos na Turquia e Síria no início de Fevereiro do ano passado, cujas magnitudes alcançaram 7.8 e 7.7 e que colectivamente causaram por volta de 55 mil mortos e mais de 100 mil feridos, muitos cidadãos no Líbano entraram em pânico.
Vários residentes em Akkar (região Norte do Líbano) e Tripoli saíram às ruas e buscaram refúgio em espaços abertos, temendo os efeitos de possíveis réplicas. Em Beirute, foi reportado o colapso do tecto no interior de uma residência, mas sem mortos ou feridos.
O sismo da noite passada poderá levar especialistas em engenharia civil e segurança pública no próximos dias em actualizar as condições de prédios e áreas residenciais no Líbano, nomeadamente em Beirute e Tripoli, especialmente em bairros cujas construções são precárias ou foram afectadas pelos sismos de 2023 e a explosão do porto de Beirute em 2020.
Contudo, a crise socioeconómica e a falta de investimentos em reabilitação de espaços urbanos possam causar sérios obstáculos em estabelecer medidas preventivas para evitar cenários catastróficos no futuro.
João Sousa, e-Global