Milhões de crianças em todo o mundo estão a perder as vacinas de rotina, alerta um estudo recente. Em 2023, cerca de 15,7 milhões de crianças não receberam qualquer vacina básica, um retrocesso que põe em risco a proteção contra doenças evitáveis como sarampo, poliomielite e tuberculose.
A pandemia de COVID-19 provocou perturbações nos serviços de saúde, dificultando o acesso às vacinas. A desinformação crescente sobre imunizações e os cortes na ajuda internacional também contribuem para esta queda preocupante nas taxas de vacinação.
A maioria das crianças não vacinadas encontra-se na África Subsariana e no Sul da Ásia, mas países europeus como o Reino Unido registam também números relevantes.
Surtos recentes de sarampo já causaram mortes e milhares de casos em várias regiões, demonstrando o impacto destas lacunas.
Vários especialistas apelam a um reforço urgente das campanhas de vacinação e a esforços para combater a hesitação e a desinformação. “Ninguém está seguro até que todos estejam seguros”, alerta um investigador, sublinhando a importância de restabelecer a confiança nas autoridades de saúde.