Fundo Verde para o Clima aprova 184,8 milhões de dólares para projectos na Argélia e no México

O Fundo Verde para o Clima (GCF) aprovou dois projectos, avaliados em 184,8 milhões de dólares, destinados a reforçar a conservação florestal, a restauração de terras e a produção pecuária sustentável na Argélia e no México. As iniciativas, apoiadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pretendem combater as alterações climáticas, reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e melhorar a segurança alimentar, beneficiando mais de um milhão de pessoas.

Na Argélia, o financiamento apoiará a iniciativa «Barragem Verde», lançada em 1971 para combater a desertificação e a degradação dos solos. O projecto, com uma duração de sete anos, abrangerá 454.138 hectares em seis províncias e beneficiará directamente mais de 142 mil agricultores, pastores e criadores de gado. Está prevista a restauração de mais de 59 mil hectares de paisagens degradadas, bem como a instalação de 190 sistemas de energia solar e 240 unidades hidropónicas de produção de forragem para alimentar mais de 25 mil cabeças de gado.

A iniciativa argelina conta com uma subvenção de 43 milhões de dólares do Fundo Verde para o Clima e uma contribuição governamental de 56,5 milhões de dólares. Entre as medidas previstas estão também o apoio ao financiamento de microempresas rurais, especialmente as lideradas por mulheres, e o desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis associadas a produtos como a oliveira, o alecrim, a lã e a hortelã-pimenta. O projecto deverá contribuir para reduzir ou sequestrar mais de 1,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente ao longo da sua duração.

No México, o Fundo Verde para o Clima aprovou um financiamento de 85,3 milhões de dólares, baseado nos resultados alcançados na redução das emissões associadas à desflorestação. Entre 2018 e 2019, o país conseguiu reduzir 12.915.671 toneladas de dióxido de carbono equivalente através de medidas de combate à desflorestação e à degradação florestal. O novo projecto pretende transformar estes resultados em investimentos na conservação das florestas e na adopção de práticas pecuárias mais sustentáveis, incluindo sistemas silvopastoris que combinam árvores, pastagens e criação de animais.

Com uma duração de seis anos, a iniciativa mexicana deverá beneficiar mais de 33 mil pessoas, incluindo comunidades indígenas, afro-mexicanas e populações locais. O programa prevê a criação de 1.200 escolas de campo para agricultores, a gestão sustentável de 205 mil hectares de florestas e o financiamento de 120 iniciativas produtivas lideradas por mulheres. Segundo a FAO, os dois projectos demonstram a importância da cooperação internacional e do investimento climático para proteger os ecossistemas, fortalecer os meios de subsistência rurais e promover sistemas agroalimentares mais resilientes às alterações climáticas.

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