O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, procurou aprofundar os laços com a China — maior parceiro comercial da Austrália — durante uma visita oficial a Pequim, onde se encontrou com o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Qiang. Albanese destacou a importância económica da China para o seu país, sublinhando sectores como o minério de ferro, turismo e exportações agroalimentares.
Embora não tenham mencionado publicamente os Estados Unidos, a visita decorreu num contexto de pressão crescente de Washington sobre os seus aliados, nomeadamente quanto à sua posição face a um eventual conflito com a China sobre Taiwan.
Albanese reiterou o apoio da Austrália ao “status quo”, afirmando que a questão não foi abordada nas reuniões com Xi.
A diplomacia australiana procura equilibrar a relação com os EUA — seu aliado histórico em segurança — e a China, com quem mantém uma profunda dependência comercial.
Vários especialistas alertam que este equilíbrio é cada vez mais difícil, sobretudo com o regresso de Donald Trump e a sua política protecionista, que poderá levar Washington a exigir compromissos mais claros de aliados como a Austrália.
Apesar das tensões, ambos os países demonstraram vontade política de deixar divergências de lado e focar na cooperação económica.
Albanese evitou críticas à política comercial de Trump e não houve menção pública a questões sensíveis como o porto de Darwin ou o caso do escritor australiano detido na China. No entanto, alguns analistas alertam para os riscos de uma dependência excessiva do mercado chinês, num cenário global instável.